Da primeira vez que o mundo acabou o choro era mais pesado, o grito tinha mais força e o medo também. Nesse dia fazia frio em pleno verão. A torneira resolveu quebrar e jorrar água no meu rosto, já úmido, abatido, triste... agora eu entendo, ela só queria me despertar pro que chegaria depois.
Quando o mundo acabou pela primeira vez, eu fiquei feito aquela torneira, jorrando, sem parar. Esperando que alguém me consertasse antes que não restasse nenhuma gota de mim. Doeu muito, agora dói menos.
Mundos são feitos pra acabar.
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